Quem são os escritores que classificaram nazismo como esquerdista

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A suposta polêmica envolvendo a classificação do nazismo e fascismo como ideologias de esquerda, na declaração do ministro Ernesto Araújo, causou um escândalo internacional na mídia de esquerda em geral. Até mesmo “especialistas” da TV estatal alemã reagiram em protesto.

Mas tanto especialistas da TV alemã como os contratados pela grande mídia brasileira não representam muita coisa perto dos grandes nomes que já se debruçaram sobre o nazismo. Acadêmicos e jornalistas de esquerda reagem diante da dificuldade de classificar seus inimigos da pior forma, o que os deixa confusos e perplexos.

Já filósofos e sociólogos de obras atemporais e renome mundial, como Eric Voegelin, Fredrich Hayek, T. S. Eliot, Thomas Sowell, entre outros, são bem menos suspeitos.

Saiba o que disseram os principais pensadores que pesquisaram a fundo o nazismo

Eric Voegelin: “no curioso apoio que foi dado pela grande burguesia aos movimentos fascistas e nacional-socialista – conexões que frequentemente levou a suposição precipitada de que esses movimentos eram ‘capitalistas’ ou ‘reacionários’.” (Fonte: Hitler e os Alemães)

T.S. Eliot: “O fascismo e o comunismo são meras variações da mesma doutrina: e igualmente simples variantes do atual estado de coisas.” (Fonte: T.S. Eliot, A Imaginação Moral do Século XX)

F.A. Hayek: “fascismo e comunismo são meras variantes do mesmo totalitarismo que o controle centralizado da atividade econômica tende a produzir.” (Fonte: O Caminho da Servidão)

F.A. Hayek: “Poucos estão prontos a admitir que a ascensão do nazismo e do fascismo não foi uma reação contra tendências socialistas do período precedente, mas resultado necessário dessas mesmas tendências. (Fonte: O Caminho da Servidão)

Ivor Thomas (ex membro do partido trabalhista britânico): “sob o ponto de vista das liberdades humanas fundamentais, há pouca escolha entre comunismo, socialismo e nacional-socialismo. Todos eles são exemplos do estado coletivista ou totalitário. Na sua essência, socialismo pleno não é apenas o mesmo que comunismo, mas dificilmente se diferencia do fascismo. (Fonte: Liberal Fascism)

Max Eastman (amigo de Lênin e entusiasta comunista): “ao invés de melhor, o stalinismo é pior que o fascismo, mais cruel, bárbaro, injusto, imoral, anti-democrático, e sem a atenuante de qualquer esperança ou escrúpulo, de sorte que seria correto defini-lo como super-fascista” (Fonte: Liberal Fascism)

F.A. Voigt: “o marxismo levou ao fascismo e ao nacional-socialismo, porque, em essência, marxismo é fascismo e nacional-socialismo.” (Fonte: Liberal Fascism)

Peter Drucker (alemão): “O completo desmoronamento da crença na possibilidade de alcançar a liberdade e a igualdade por meio do marxismo obrigou a Rússia a trilhar o mesmo caminho que a Alemanha, rumo a uma sociedade totalitária e de valores puramente negativos, não econômica, sem liberdade nem igualdade. Isso não quer dizer que comunismo e fascismo sejam essencialmente a mesma coisa. O Fascismo é o estágio atingido depois que o comunismo se revela uma ilusão, conforme aconteceu tanto na Rússia stalinista como na Alemanha pré-hitlerista.” (Fonte: Liberal Fascism)

Eduard Heimann (um dos líderes do socialismo alemão, 1941): “O hitlerismo proclama-se tanto democracia autêntica quanto socialismo autêntico, e a terrível verdade é que, de certa forma, suas pretensões são verídicas – apenas num grau infinitesimal, sem dúvida, mas de qualquer modo suficiente para servir de base a essas fantásticas distorções. O

hitlerismo chega mesmo a se definir o protetor do cristianismo, e o mais terrível é que esse grosseiro equivoco consegue ainda causar alguma impressão. Mas um fato se destaca com perfeita clareza em toda essa confusão: Hitler jamais pretendeu representar o verdadeiro liberalismo. O liberalismo tem a honra de ser a doutrina mais odiada por Hitler.” (Fonte: Liberal Fascism)

Hitler (discurso de fevereiro de 1941): “basicamente, nacional-socialismo e marxismo são a mesma coisa”

Thomas Sowell: “A noção de que comunistas e fascistas se configuram em polos ideológicos não é verdadeira nem em teoria e muito menos na prática. Comparando-se, de um lado, as semelhanças e as diferenças entre dois movimentos totalitários e, do outro, o conservadorismo, há

muito mais semelhanças entre esses dois sistemas totalitários e suas respectivas agendas, incluindo a agenda ‘progressista’, do que com as agendas da grande maioria dos grupos conservadores. Por exemplo, entre os itens que compunham a agenda dos fascistas na Itália, assim como dos nazistas na Alemanha, temos (1) controle governamental sobre salários e horas de trabalho, (2) impostos mais altos sobre os ricos, (3) limites governamentais sobre os lucros, (4) controle governamental sobre os cuidados com a população de idosos, (5) esvaziamento do papel da religião e da família nas decisões pessoais e sociais e (6) estabelecimento de métodos de engenharia social para alterar a natureza das pessoas, geralmente desde a primeira infância.” (Fonte: Os Intelectuais e a Sociedade)

Goldberg: “A noção, bem plantada no evangelho marxista, de que o fascismo ou o nazismo eram os braços armados da reação capitalista caiu junto com o Muro de Berlim. (…) Os nazistas subiram ao poder explorando uma retórica anticapitalista na qual indiscutivelmente acreditavam. Além disso, o nazismo também enfatizava muitos dos temas ‘progressistas’ em outros lugares e épocas: a primazia da raça, a rejeição do racionalismo, uma ênfase no orgânico e holístico – que incluía ambientalismo, alimentos saudáveis e exercícios – e, mais que tudo, a necessidade de “transcender” noções de classe. Por esses motivos, Hitler merece ser firmemente posto na esquerda porque, antes de mais nada, e acima de tudo, ele era um revolucionário.” (Fonte: Liberal Fascism)

Goldberg: “A revolução Francesa foi a primeira revolução totalitária, a mãe do totalitarismo moderno e o modelo espiritual que inspirou três revoluções: a fascista italiana, a nazista alemã e a comunista russa.” (Fonte: Liberal Fascism).

Fonte: Relação publicada por André Porciúncula

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