Individualismo não é um comportamento, é um valor

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INDIVÍDUO: Componente elementar da sociedade, dotado de visões próprias, escolhas livres, autodeterminação, características únicas. Não se repete.

É reticente a vontade de alguns em passar vergonha ressaltando o individualismo como algo relacionado a egoísmo, ausência de solidariedade, sinônimo ressignificado de aversão por partilha e sem apego ao comunitário. Associar desonestamente o termo a um “comportamento” nefasto, proposital e mesquinho a ser evitado, sintoma de uma personalidade tacanha, algo que as pessoas adquirem com o passar do tempo pela contaminação com o mundo materialista, com o consumismo, oriundo do capitalismo, fruto de uma ambição malévola… soa parecido com algum discurso ideológico que você já ouviu por aí?

Sabe-se lá onde foi aprender errado assim, seja na escola, em casa, no boteco, ou até mesmo no catecismo (valei-nos Nossa Senhora!). Pelo contrário, individualismo é um valor fundamental de nossa sociedade, Cristão em sua essência. Sua antítese é o coletivismo, esse sim nefasto, que submete milhões aos desígnios de uma pequena casta totalitária e sempre violenta, pois sem o uso da força sua implantação é impossível, uma vez que se contrapõe ao direito natural do ser humano buscar a felicidade por seus próprios meios e livre iniciativa.

O individualismo é intrínseco ao ser humano e componente indissolúvel da sua existência. Eliminar a individualidade é anular a essência de qualquer pessoa. Individualismo é o valor que formou e solidificou a cultura ocidental, sustenta a tese de que cada ser humano nasce liberto, dono de suas escolhas, que o destino de cada um é uma jornada pessoal aberta a todas as possibilidades, é algo a ser construído por si próprio, não é um roteiro preestabelecido por nenhuma autoridade ou ordem social. O individualismo é um valor ocidental que apregoa: O indivíduo nasce livre para ser o que quiser na vida independente do que foram os seus antepassados.

Em muitas culturas e em várias partes do mundo o individualismo é propositalmente relativizado. Em todos os regimes opressores e totalitários o individualismo é visto como inimigo do estado, neles os indivíduos tomam a forma de números, feito abelhas numa colmeia, formigas numa colônia. Uma versão real ainda mais assustadora da sociedade sombria a qual George Orwell ou Aldous Huxley se dedicaram a nos precaver. Nessas regiões do mundo pouco afeitas ao individualismo ele é um conceito subvertido e convertido numa espécie mórbida e obscura de “degradação” ou “defeito” a ser extirpado das pessoas, quase na totalidade das vezes aniquilando o indivíduo que resiste em abrir mão dele. A anulação da individualidade é preponderante para a tomada de poder violenta e para a submissão das populações pela força através do discurso coletivista, fato registrado em cem por cento das vezes em que esse discurso foi implementado. O individualismo não se trata de um aspecto cultural, ele é um direito natural.

Sob a égide totalitária do coletivismo, do “bem universal” e da “igualdade”, populações inteiras foram devastadas, liberdades suprimidas, crimes de desumanidade abissal (e coletivos) foram praticados. Nos julgamentos dos carrascos nazistas após a Segunda Guerra Mundial todos eles repetiam a mesma coisa, “…cumpríamos ordens, seguíamos as leis e aqueles que as fizeram foram eleitos pelo povo”. Relativização explícita da individualidade. Ainda aguardamos os julgamentos dos carrascos comunistas, de Stalin, Mao Tse, Che Guevara, Fidel, Pol Pot … e tantos outros genocidas bárbaros impunes ainda nos dias de hoje. O julgamento dos expurgadores de “infiéis”, dos terroristas covardes, dos déspotas do leste europeu, o julgamento dos ditadores socialistas fantasiados de liberais que chegaram ao poder na América Latina, Central e Caribe, usando a fraude, a guerra e suas promessas vazias, trazendo a fome, a miséria e a catástrofe marxista. Que o diabo os tenha.

Inquietante e assombroso imaginar que apesar de tantos exemplos, alertas e demonstrações, ainda vivemos imersos nesse mundo inundado de discursos coletivistas messiânicos, pregando o ódio ao individualismo, ao mérito, ao brilhantismo pessoal, tentando cretinamente transformá-los em “vergonha” distorcendo seu significado. A tentativa mais recente nesse sentido é atacar e relativizar a expressão CIDADÃO DE BEM. Parece brincadeira, mas se trata de mais uma ação articulada de gente delinquente, desonesta e ordinária, como se o cidadão de bem a partir de agora fosse sinônimo de algo pejorativo, mais uma ressignificação cretina, pútrida. Não se engane, proto-ditadores e criminosos genocidas de multidões fazem o mesmo com qualquer outro consenso, termo ou convenção que se torne uma barreira nos seus planos reformadores, fabricando distorções infames na expectativa de subverter qualquer conceito, do mais elementar ao mais abstrato, que esteja no caminho da sua missão insana e suicida em busca do almejado caos marxista.

É abjeto e antes impensável o ponto de sordidez e podridão moral a que desceram esses elementos da discórdia e da deturpação de valores, tudo em prol de ideologias falidas, abomináveis e que não se sustentam diante de cinco minutos de argumentação minimamente lógica e racional. É petrificante ver a fina-flor de nosso fruto sagrado sucumbindo à pregação dissimulada de gente tão rasteira e manipuladora, com seus discursos insanos, métodos violentos, sem sustentação em qualquer emanação razoável e natural de consciência. Coerência, essa então… passam longe! Para esses pregadores “libertários” delirantes de uma nova engenharia social não há medidas nem contrapesos válidos ou reconhecidos que limitem a desordem e a perversão. Para eles nenhum anteparo moral ante a barbárie que idolatram deve permanecer intacto. Na visão deles uma nova ordem deve ser imposta a qualquer custo, mesmo o de vidas humanas, ainda que perfeitas e indefesas nos úteros de suas mães.

Estamos diante de um momento histórico onde fica evidenciado a máxima do individualismo e seu inexorável valor. A forma atual como ele é atacado e desvirtuado por seus antipáticos é a justa prova de que o ser humano nasce liberto de experiências anteriores, de afetações paternais ou predisposições que lhe sirvam de lastro, como uma página em branco. A constatação cabal de que valores, conquistas e o conhecimento empírico ricamente elaborados ao longo da jornada humana pela história se perdem ao serem negligenciados, tornando o ser humano literalmente uma massinha de moldar e alvo eterno das forças totalitárias. Valendo-se disso, os agentes do delírio e da infâmia fazem seu trabalho corrosivo e sujo, cavando como cupins galerias nos pilares da sociedade ocidental, tentando ruir tudo aquilo que gerações construíram a duras penas e que garantiram a liberdade, a prosperidade e o desenvolvimento de povos e nações. Moral judaico-cristã, Jusnaturalismo Romano e a Filosofia Grega, as três luzes do ocidente.

Recentemente revi um vídeo emocionante, de deixar a alma lacrimejante e a voz embargada. Todos os anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial, crianças da cidade italiana de Montese cantam (em português!) o hino da FEB-Força Expedicionária Brasileira, em homenagem eterna aos soldados brasileiros que dedicaram parte de suas vidas para libertar aquela região do julgo nazifascista. A manifestação de um povo amigo e agradecido, que não se esquece, nem deixa morrer o sentimento e a reflexão, nutrindo e revigorando seus valores, os fortificando e os transmitindo ao futuro. Para mim é uma manifestação de dupla importância, assim como brasilienze (brasileiro), sou descendente de italianos que buscaram abrigo e uma vida melhor no Brasil, bisneto. Tenho ancestrais que atravessaram o Oceano Atlântico em difíceis condições, encararam desafios, verteram lágrimas, perseveraram e graças a eles estou aqui.

É esse o alvo principal da falange disforme e bisonha dos militantes do caos, dos reformadores do mundo e seus podres delírios. A preservação dos valores, a memória, o sentimento de gratidão de um povo, o respeito a seus antepassados, a afirmação de sua história, tudo isso lhes ofende, lhes oferece obstáculo. Não tem como reformatarem o mundo ao bel prazer dos seus devaneios psicodélicos feito um pen-drive USB de conteúdo descartável se ele estiver protegido contra regravação.

Nossa constituição “cidadã” de 1988, que instituiu sob aplausos hipócritas o dever do Estado acima da autonomia e da livre iniciativa de cada cidadão desse país, é motivo claro de vergonha. Se precisamos mudar algo num futuro possível que vá realinhar de forma decisiva nosso papel no mundo, nossa missão enquanto povo e nação, consolidar nosso caráter pacífico, será a sua total revisão. Não podemos nos calar, permanecendo incautos e desatentos aos movimentos e maquinações como os daquela constituinte que um dia promulgou essa carta magna tão distante da matriz que formou nosso povo, nossa pátria e nossos valores humanos. Mesmo estando distantes de um desfecho que realize minimamente o resgate dos nossos mais preciosos e legítimos traços antropológicos, engavetados pelo golpe mambembe da República em 1889 sobre uma das mais legítimas e bem consolidadas Monarquias da história, conseguimos ainda, mesmo sob duras penas, permanecer como uma das sociedades mais plurais e bem estabelecidas do mundo. Perfeição ninguém atingiu, temos sim sérios problemas a corrigir, porém, utopias forçadas não funcionam e temos as provas irrevogáveis da história que todos os povos ao tentarem esse caminho sucumbiram à ruína, ao holocausto e a barbárie. O brasileiro é um povo valoroso, de alma brilhante e identidade única entre todos os outros. Teve, tem e continuará tendo o seu papel na história das nações, não importa se os degenerados que conspiram contra nosso orgulho e presença acreditam nisso ou não.

A retransmissão constantemente da história e conhecimento humano através do estudo erudito com honradez e disciplina às novas gerações é uma missão vital de todos nós, preservá-lo também. História preservada nunca foi obstáculo para a evolução social, o que se propõe é seu aprimoramento e lapidação constantes, não o seu simples descarte irresponsável e delinquente por qualquer modismo revolucionário inconsequente imediatista. Como cada indivíduo é único e nasce feito uma página em branco, se torna alvo fácil de déspotas escravagistas e eles sempre haverão de existir. A liberdade não tem preço, a realidade não pode ser relativizada ao sabor dos ventos. Se você é pai ou mãe faça a guarda dos seus filhos, ou eles se tornarão pais piores que você, seres humanos mais vulneráveis que você, alvos fáceis. É isso que você quer para os seus filhos? Não os negligencie, não os terceirize ao Estado, não transfira seu papel de educador a qualquer estranho! Não há relativismo possível ao individualismo e à originalidade de cada ser humano, único e inigualável. Recomendo, comece eliminando a TV do seu cotidiano, ajuda muito. Um instrumento de comunicação de MASSAS não vai te ajudar nessa missão.

Autor: Fabrício Wellington Cesário

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